Pela razão objetiva de que o espanhol figura entre as 5 línguas mais importantes do planeta. Isso é relevante em um universo de centenas de idiomas como é o nosso mundo. Se tomarmos o mapa-múndi, essa evidência se torna óbvia. Em volume de pessoas a língua mais falada é evidentemente o chinês, chamado agora Mandarim. Mas este se limita à circunscrição territorial de seu país - e se poderia somar a importância política da China ao avaliar seu peso. Contudo, do ponto de vista da expansão pelas terras do globo é fácil aperceber-se que os maiores são: o inglês, falado nos EUA e comunidade britânica (Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, entre outros) e outras ex- colônias; o espanhol, falado na Espanha e América Latina (salvo o Brasil,Guianas e outros pequenos países); o russo, falado na Rússia e como segunda língua nas ex-repúblicas soviéticas; e o árabe, falado em quase todo o oriente próximo e norte da áfrica. A todos estes podemos acrescentar o bengali e o hindi, na Índia, e o português.
Mas este não é o único bom motivo. Nos últimos anos, a Espanha firmou-se como um dos mais importantes países da União Européia (territorialmente está também entre os maiores) e o espanhol passa a ser considerado sob outra luz, condigna à sua posição e também como língua culta, coisa que ademais sempre foi, nada devendo ao francês ou alemão nesse aspecto. O desmerecimento de que foi vítima o idioma de Cervantes sempre foi estreitamente ligado à má condição econômica de seus respectivos países, situação que sofreu uma evolução, e assim a língua vem recuperando prestígio e readquirindo a devida importância.
Podemos ainda arrazoar um outro motivo que possui interesse mais local e conexo aos brasileiros. Nosso país tem a oriente a imensa fronteira do oceano Atlântico. E o que há do outro lado? Outra imensa fronteira com países e povos do mundo hispânico, e o fato tem importância capital em uma época em que a interação, a interpenetração e a interdependência econômicas e culturais entre povos e continentes – que se convencionou chamar Globalização – é cada vez mais veloz. É por essa razão que as pessoas no Brasil se despertam ao espanhol, quando antes quase o desconheciam. E é claro, pela contigüidade essa aproximação será mais intensa para nós com os países sul americanos.
Há ainda outra razão importante. Observe o nome de alguns estados
norte-americanos: Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada, Colorado, Oregon, Flórida. São todos nomes espanhóis. Veja agora os nomes de algumas cidades nesses estados: Los Angeles, San Francisco, San Diego, Santa Bárbara, Las Vegas, El Paso, Laredo, Santa Fé, entre muitas outras, são também nomes espanhóis. Como é possível? Veja o mapa abaixo e note que toda a região amarela a oeste, com a Flórida na costa leste, pertencia à coroa espanhola. Eram, portanto, terras espanholas. Com o desdobrar dos acontecimentos históricos – entre guerras e compra de territórios – o setor norte, junto com a Flórida, entrou a fazer parte da federação americana e o que restou ao sul é o que hoje forma o estado do México. Diante disso, não é difícil adivinhar a pré-existência de um subjacente mundo hispânico no coração da terra dos cowboys, fato que deve ter facilitado um fenômeno que se acentuou nos últimos anos: a forte penetração da cultura e idioma espanhóis a partir do sul. Hoje nas grandes cidades e centros cosmopolitas americanos quem fala espanhol não está alheado. Vemos os candidatos à presidência de Tio Sam fazerem discursos em inglês e espanhol e o país acomodando a infra-estrutura para comportar as pessoas de fala espanhola, idioma que se firmou como segunda língua na maior potência de nosso tempo. É preciso dizer mais? Apelemos então a uma razão mais poética: como em um mundo interativo quem fala só um idioma é um homem manco, optemos por aprender um outro que, ademais de servir para comunicar-se foi, como uma obra de arte, também feito para encantar.
Mas este não é o único bom motivo. Nos últimos anos, a Espanha firmou-se como um dos mais importantes países da União Européia (territorialmente está também entre os maiores) e o espanhol passa a ser considerado sob outra luz, condigna à sua posição e também como língua culta, coisa que ademais sempre foi, nada devendo ao francês ou alemão nesse aspecto. O desmerecimento de que foi vítima o idioma de Cervantes sempre foi estreitamente ligado à má condição econômica de seus respectivos países, situação que sofreu uma evolução, e assim a língua vem recuperando prestígio e readquirindo a devida importância.Podemos ainda arrazoar um outro motivo que possui interesse mais local e conexo aos brasileiros. Nosso país tem a oriente a imensa fronteira do oceano Atlântico. E o que há do outro lado? Outra imensa fronteira com países e povos do mundo hispânico, e o fato tem importância capital em uma época em que a interação, a interpenetração e a interdependência econômicas e culturais entre povos e continentes – que se convencionou chamar Globalização – é cada vez mais veloz. É por essa razão que as pessoas no Brasil se despertam ao espanhol, quando antes quase o desconheciam. E é claro, pela contigüidade essa aproximação será mais intensa para nós com os países sul americanos.
Há ainda outra razão importante. Observe o nome de alguns estados
norte-americanos: Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada, Colorado, Oregon, Flórida. São todos nomes espanhóis. Veja agora os nomes de algumas cidades nesses estados: Los Angeles, San Francisco, San Diego, Santa Bárbara, Las Vegas, El Paso, Laredo, Santa Fé, entre muitas outras, são também nomes espanhóis. Como é possível? Veja o mapa abaixo e note que toda a região amarela a oeste, com a Flórida na costa leste, pertencia à coroa espanhola. Eram, portanto, terras espanholas. Com o desdobrar dos acontecimentos históricos – entre guerras e compra de territórios – o setor norte, junto com a Flórida, entrou a fazer parte da federação americana e o que restou ao sul é o que hoje forma o estado do México. Diante disso, não é difícil adivinhar a pré-existência de um subjacente mundo hispânico no coração da terra dos cowboys, fato que deve ter facilitado um fenômeno que se acentuou nos últimos anos: a forte penetração da cultura e idioma espanhóis a partir do sul. Hoje nas grandes cidades e centros cosmopolitas americanos quem fala espanhol não está alheado. Vemos os candidatos à presidência de Tio Sam fazerem discursos em inglês e espanhol e o país acomodando a infra-estrutura para comportar as pessoas de fala espanhola, idioma que se firmou como segunda língua na maior potência de nosso tempo. É preciso dizer mais? Apelemos então a uma razão mais poética: como em um mundo interativo quem fala só um idioma é um homem manco, optemos por aprender um outro que, ademais de servir para comunicar-se foi, como uma obra de arte, também feito para encantar.Fonte: http://www.institutopadrereus.com/cursosbb/cursos_detalhe.asp?id=92